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Um pouco de minha trajetória e reflexões sobre o estudo do trompete.

Atualizado: 28 de jan. de 2023

Tenho me perguntado sobre quais aspectos se preocupam jovens trompetistas que decidem seguir a carreira de músico ou professor de música no momento de buscar a instituição, a orientação e o orientador ideal. Permitam-me citar o meu caso como estudante. Durante minha adolescência, me encantei pelo repertório sinfônico: Mahler, Shostakovich, Tchaikovsky, Brahms, Debussy, Stravinsky... Desde cedo, eu já nutria o sonho em tocar em uma orquestra sinfônica e de comungar, como uma pífia partícula, com a genialidade desses compositores. Desde então, comecei a pensar seriamente em sair estudar fora do Brasil, Tive a sorte em receber uma bolsa de estudos e parti para a Suíça, onde optei em tornar-me aluno de Jean-François Michel, que havia tocado como primeiro trompetista na Orquestra Filarmônica de Munique (Alemanha), inclusive durante a"Era Celibidache". Professor Michel foi laureado do prestigioso Concurso de Execução Musical de Genebra, dentre outros prêmios e realizações prestigiosas no campo da música erudita. Para minha supresa (e alegria), Jean-François Michel dava muita ênfase no repertório solo para trompete, embora também abordasse o repertório orquestral e métodos de fundamentos. Mas o cerne do curso estava nas obras que abordavam o trompete como solista. Cerca de um ano após minha chegada na Suíça, aos 19 anos de idade, comecei a fazer concursos regionais, nacionais e internacionais. Acabei conquistando alguns prêmios e passei a disputar vagas como academista em orquestras sinfônicas profissionais, pois era a única forma que me permitia obter bolsas de estudo. As duas academias que fiz, em Berna e em Zurique, fizeram com que eu adquirisse experiência orquestral e começando enfim, a viver o sonho de tocar em orquestra sinfônica. No mesmo ano de 2001, comecei a ministrar aulas de musicalização infantil e trompete em bandas de música. Esses foram meus primeiros "empregos" como músico. Dada a necessidade de trabalhar e estudar, apreciara tanto as possibilidades de estudar e interpretar obras relevantes para o trompete - de compositores como Haydn, Enesco, Arutunian, Tomasi, Jolivet, e etc - quanto minha atividade como aprendiz de músico de orquestra sinfônica e educador musical. Pode parecer estranho e errôneo, mas quando vivia na Suíça, nunca explorei minha brasilidade, tocando gêneros nacionais como samba, MBP ou choro. Apesar de me sentir atraído por esses gêneros, minha carreira sempre se inclinou para a música clássica. Na Europa, eu estava totalmente focado em realizar meus estudos universitários, tocar em orquestras sinfônicas, desenvolver um trabalho profundo com o repertório solo para trompete (exigências dos cursos superiores que fiz) e lecionar a jovens de 8 a 18 anos - sim, eu tinha pouca diferença de idade com alguns alunos, que tinham 16 a 18 anos enquanto eu tinha 19 ou 20...

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